quinta-feira, 19 de outubro de 2017

CPRH promove III Semana das Unidades de Conservação de Pernambuco


A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) realiza a III Semana das Unidades de Conservação de Pernambuco, com o tema Conhecer para Conservar (Fotos: Ione Nascimento)


Com a proposta de promover espaço para o debate científico e ampliar o conhecimento da sociedade sobre as Unidades de Conservação (Ucs) de Pernambuco, a CPRH está realizando uma série de eventos, para diferentes públicos, com ênfase no debate sobre a participação social na gestão dessas áreas de conservação e na produção científica.

“O Governo do Estado abraçou esse grande desafio de proteger áreas e conservar espécies. Cada unidade de conservação criada significa que estamos trabalhando para que a vida ali presente seja protegida. Consequentemente, todo o entorno ganha com isso”, comentou o secretário executivo da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos André Cavalcanti, na abertura da Semana das UCs. O secretário enfatizou que o processo de criação de uma unidade de conservação passa por diálogos com a sociedade e citou como exemplo a proposta de criação da Área de Proteção (Apa) Marinha Recifes Serrambi, que deve abranger o mar territorial defronte aos municípios de Ipojuca, Sirinhaém, Rio Formoso e Tamandaré, em uma área marinha total de 84.036,79 ha. Em Pernambuco existem 81 Unidades de Conservação, distribuídas em 13 categorias. “Estamos trabalhando para que seja criada, ainda este ano, a Apa Marinha Recifes Serrambi, que será a primeira Área de Proteção Ambiental exclusivamente marinha do Estado de Pernambuco”, explicou Carlos André.

Das 81 Unidades de Conservação administradas pelo Estado, 40 são de proteção integral, ou seja, foram criadas com o objetivo de preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais. As outras 41 UCs são de uso sustentável: onde é possível compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela de seus recursos naturais.

“Nós estamos empenhados em melhorar as condições da gestão dessas unidades, bem como retirar do papel aquelas que foram criadas, mas que ainda estão sem gestão pública”, disse o diretor presidente da CPRH, Eduardo Elvino. A unidade de conservação mais antiga do Estado é a Estação Ecológica de Caetés, que foi criada pelo Governo do Estado em 1987, em uma área do município do Paulista, destinada a ser um aterro sanitário. “Nós estamos acompanhando de perto toda a reforma que está sendo realizada na Esec Caetés. Quando concluída, teremos espaços para melhor recebermos os pesquisadores e desenvolver ações de educação ambiental, inclusive com a comunidade do entorno, que é muito participativa”, complementou Elvino.

Compreender para defender

A programação da III Semana das Unidades de Conservação de Pernambuco contempla atividades para diversos públicos: pesquisadores, voluntários, gestores públicos, professores, ambientalistas, estudantes. As crianças não foram esquecidas e também tiveram a oportunidade de ouvir sobre unidades de conservação e de falar do que achavam.

Foi assim na Escola municipal Francisco Barros, no município de Abreu e Lima, onde os estudantes do ensino fundamental puderam conhecer sobre a Estação Ecológica (Esec) de Caetés, localizada no município do Paulista. “Costumamos receber grupos de estudantes na Estação. Mas sabemos que nem sempre é viável a ida dos alunos e, por isso, resolvemos levar um pouco da Esec para o ambiente escolar. Assim, os estudantes compreenderem melhor o que é uma UC e desenvolvem a consciência ambiental”, comemorou a gestora da unidade de conservação.

Os alunos saíram do auditório, onde ouviram falar sobre as riquezas da Estação Ecológica de Caetés para, no pátio da escola, encontrar representações da riqueza animal da Esec. Se a parceria com as Secretarias de Educação e de Meio Ambiente e Agricultura do município de Abreu e Lima viabilizou o momento de formação teórica sobre a Esec Caetés, a parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco possibilitou que o projeto O Incrível Mundo dos Anfíbios e dos Répteis da Mata Atlântica, coordenado pela professora Ednilza Maranhão, fosse levado para a escola Francisco Barros, onde aprendizagem e ludicidade se entrelaçaram e motivaram os estudantes a perguntarem sobre o que viam e a exporem os seus sentimentos.

“Estou achando maravilhoso conhecer tudo isso. E pensar que tem animais desses que estamos vendo e muito outros na mata, pertinho da gente, é bom demais”, comentou Clara Oliveira, de 8 anos. Foi difícil, diante de tanto apelo de aprendizagem, conseguir entrevistar mais uma criança. Pedro Henrique Silva, 9 anos, concordou em falar, desde que fosse depois dele passar a mão em uma cobra, nas mãos de um monitor do projeto: “Eu morria de medo de cobras. Achava que deviam ser mortas. Mas aprendi que elas são muito importantes onde vivem”. Para a coordenadora do projeto, são momentos como esse que representam o quanto vale o projeto: “na palestra, nós mostramos, a imagem dos animais e falamos da importância deles na natureza. Mas quando eles têm contato com espécies vivas ou observa de perto as que estão em solução de formol, é alegria, é descoberta. E, assim, contribuímos para dinamizar o processo do conhecimento sobre o meio ambiente”, comentou Ednilza Maranhão, que realiza o projeto com apoio de estudantes universitários.

A programação da III Semana das Unidades de Conservação está no portal da CPRH www.cprh.pe.gov.br

Por Franci Palhano/Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental/CPRH


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