quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Comandante de Batalhão da PMRJ é assassinado com 17 tiros em arrastão no Rio


Coronel Luiz Gustavo foi assassinado durante troca de tiros em assalto

Coronel Luiz Gustavo Teixeira Foto: Reprodução

O comandante do 3º BPM (Méier), coronel Luiz Gustavo Teixeira, morreu em um arrastão na manhã desta quinta-feira (26). O carro dele teria sido atingido por pelo menos 17 disparos Segundo a polícia, todos de pistola. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Salgado Filho, na Zona Norte do Rio, e passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, um dos disparos atingiu o peito do coronel, lesionando a aorta. A traqueia e o pulmão esquerdo do oficial também foram atingidos.

De acordo com a Polícia Militar, o coronel Luiz Gustavo e o cabo da PM que dirigia o Gol branco, Nei Filho, estavam na Rua Hermengarda, no Méier, quando os carros foram parados por criminosos armados em um Audi preto. O comandante vinha de um evento no 23º BPM (Leblon) para uma operação em um carro oficial, mas sem identificação. Os bandidos notaram o coronel e o cabo disparou. Os criminosos revidaram e o oficial foi alvejado.

O cabo foi atingido por dois tiros na perna e permaneceu atirando. Ao fim de sua munição, se abrigou e os bandidos fugiram do local. Ele também foi levado para o Hospital Salgado Filho. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o quadro dele é considerado estável. Por volta das 15h30, o cabo Nei Filho foi transferido para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio. Ainda segundo Polícia Militar, o carro usado pelos bandidos foi abandonado no local.


Após os disparos contra o veículo onde estava o coronel e o PM, os criminosos fugiram em uma moto, na Rua Lins de Vasconcelos, em direção ao Complexo do Lins. Um vídeo feito por moradores da região mostra os criminosos armados escapando do local. Nesse momento, todas as equipes do 3º BPM que utilizam fuzis estão regressando à sede para planejamento de Operação no Complexo Lins.

O porta-voz da Polícia Militar, Major Ivan Blaz lamentou a morte do coronel e a violência no Rio de Janeiro.

— Estamos nas ruas, somos vitimas de uma violência que atinge todos os cidadãos. Perdemos nossas bens e também nossas vidas. O Coronel Teixeira morreu lutando. A polícia está nas ruas para garantir a segurança, mesmo que isso custe nossas vidas. O coronel estava numa viatura administrativa, como a que eu ando. Isso é uma ação que ainda está sendo elucidada — explicou.

Após o ataque ao comandante, moradores registraram um tiroteio no Complexo do Lins, comunidade próxima da onde aconteceu a ação. Segundo o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Lins, policiais se depararam com homens armados durante patrulhamento na Comunidade do Amor, na tarde desta quinta-feira. Ainda de acordo com o comando da UPP, houve confronto e ainda não há informações sobre feridos.

A Polícia Militar realiza operação no Complexo do Lins. Segundo a PM, um cerco foi montado nos acessos às comunidades do Lins, Camarista-Méier e São João. Com um efetivo de aproximadamente 130 homens, policiais estão mobilizados com efetivos de unidades do COE (Comando de Operações Especiais) e do 1°CPA (Comando de Policiamento de Área), dentre elas 6º BPM (Tijuca), 3º BPM (Méier), 4º BPM (São Cristóvão), 16º BPM (Olaria) e 17º BPM (Ilha do Governador).

A ação policial se estende pelas áreas das Ruas Barão do Bom Retiro e 24 de Maio, e Serra Grajaú- Jacarepaguá. As UPPs do Lins, Camarista Méier e São João estão atuando no bairro do Lins com apoio de outras Unidades de Polícia Pacificadora. Nos acessos da Linha Amarela, o BPGE (Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos) e o BPVE (Batalhão de Policiamento em Vias Expressas) estão com pontos de intervenção e comboios em apoio à operação. A operação se estende desde os morros Cachoeira e Cachoeirinha até o Complexo do Lins.

Extra - RJ


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