sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Candidatos fazem protesto no Recife para pedir anulação de concurso do TJPE

Candidatos que fizeram concurso do TJPE realizaram protesto na frente do Palácio da Justiça, no Centro do Recife, nesta sexta-feira (20) (Foto: Reprodução TV Globo)

Candidatos inscritos no concurso público do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), realizado no domingo (15), promovem, nesta sexta-feira (20), um protesto em frente ao Palácio da Justiça, sede do Judiciário estadual, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife. Os manifestantes pedem a anulação do certame, sob alegações de fraudes e não cumprimento do edital, além de outras irregularidades na aplicação da prova.

De camisa branca, nariz de palhaço e apitos, os concurseiros começaram a se reunir por volta das 10h30. Na internet, foi aberta uma petição pública, que já conta com mais de dez mil assinaturas, pedindo a anulação das provas, aplicadas pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC).

Segundo o mecânico Gilmar Gadelha, um dos candidatos inscritos no concurso, grupos no Facebook e no WhatsApp também foram criados para reunir quem se sentiu lesado durante a aplicação das provas.


“Vamos levar uma petição ao tribunal. Queremos a anulação e aplicação de novas provas, ou, no mínimo, a garantia de que uma investigação será iniciada. O edital é a lei do concurso e ele foi desrespeitado, por exemplo, durante a identificação dos candidatos ao entrar na sala, falta de detectores de metal e o gabarito, que era a mesma folha da prova dissertativa e, por isso, tinha identificação, quando não deveria”, disse.

Entenda o caso

Ao todo, 179.548 pessoas inscreveram-se para o certame, e alguns candidatos alegam irregularidades e suspeita de fraude na aplicação das provas da seleção. Na terça-feira (17), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) afirmou que recebeu um grande número de reclamações acerca do certame e que está fazendo a triagem das denúncias para, possivelmente, abrir um procedimento investigatório.

Segundo relatos de candidatos, uma das irregularidades diz respeito à folha de resposta para a prova discursiva. Um dos itens do edital do concurso proibia qualquer forma de identificação do candidato na folha destinada às respostas discursivas, mas, no entanto, a folha para a redação seria a mesma para o gabarito, onde constava dados como nome, RG e número de inscrição do candidato.

Além disso, os candidatos também denunciam não ter sido submetidos ao uso do detector de metal para entrada no local de prova e sala do exame, o que é de praxe nos concursos públicos para evitar fraudes no momento da prova.

TJPE e organizadora

Em nota, o TJPE afirmou que não tolerará irregularidades e que a "empresa atendeu a todos os itens estabelecidos no edital de licitação, sendo, por esse motivo, habilitada para a realização do certame".

O documento diz, ainda, que os questionamentos acerca do concurso podem ser encaminhados ao IBFC através do Serviço de Atendimento ao Candidato por meio do telefone (11) 4788-1430, de segunda a sexta-feira úteis, das 9h às 17h, considerado horário de Brasília (DF). Recursos também podem ser interpostos no site do IBFC.

Também por meio de nota, o IBFC afirmou que a tecnologia adotada “possibilita e garante que as provas discursivas sejam corrigidas online, com toda a segurança e garantia de anonimato” e, sobre haver uma identificação na folha de respostas, o instituto afirmou ser “necessária no início da prova, para que seja certificado que cada candidato tenha sua prova entregue corretamente, sem que haja qualquer tipo de troca”.

O IBFC diz, ainda, que “nunca enviou aos corretores o documento original para avaliação Vê-se, então, que o inconformismo apresentado não tem o menor fundamento para prosperar tratando-se mais de uma estratégia para desarticular a avaliação em prol de candidatos com baixo desempenho do que propriamente um apontamento de irregularidade no procedimento”.

G1 PE


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