terça-feira, 12 de setembro de 2017

Negar o próprio sofrimento é uma das razões que podem desencadear o suicídio

Psicólogo do Zenklub, plataforma de vídeo-consultas com psicólogos revela alguns sinais que podem ser identificados pelos parentes mais próximos.

O suicídio é uma consequência extrema de questões não problematizadas. É desta maneira que o psicólogo Alexandre Braga, que atende pelo Zenklub - plataforma de vídeo-consultas com psicólogos, começa a tratar o assunto, que para ele ainda é visto como um tabu. "É preciso deixar claro que não há como dividir as pessoas em dois blocos, um com potenciais suicidas e outros que não correm o risco. O sujeito que se suicida quer exterminar o sofrimento e não a vida. Todos nós sofremos e, por isso, podemos optar por tirar a nossa própria vida em um momento em que nos vemos sem esperança", explica o especialista.

De acordo com ele, nos tempos atuais as pessoas buscam o prazer imediato o tempo inteiro como uma saída para evitar sofrer ao invés de tentar compreender as suas dores. "Buscar um psicólogo é pagar para ouvir o que não queremos, entretanto, o que é necessário. O vazio que sentimos não é uma doença, é uma condição humana", conta Braga. "Desmistificar a terapia é urgente porque cuidar da saúde mental é tão importante quanto a saúde física. Não sabemos quando e porquê, mas é certo que sempre teremos algum sofrimento psíquico que nos obriga a olhar pra si mesmos e evoluir a partir disso".

Não tomar contato com o que nos faz sofrer é como uma represa que pode transbordar a qualquer momento. Quando isso acontece, o especialista conta que o fato de não termos intimidade com as nossas dores, faz com que não nos reconheçamos e a dor se torne insuportável, maior que o próprio eu.

Para esclarecer, Alexandre usa da expressão "empurrou a sujeira para debaixo do tapete". Para ele, essa é a melhor forma de entender o que acontece com a nossa saúde mental. "Vamos evitando o desprazer de conviver com as nossas angústias e um dia parece que alguém bateu o tapete e todos os nossos problemas vieram à tona. Por isso, muitas vezes as pessoas não conseguem dizer o que sentem. Tudo fica muito mais confuso. A faxina interna deve ser uma prática constante para evitar essas avalanches''.

O psicólogo revela alguns sinais que podem ser identificados pelas pessoas próximas, especialmente, pais e professores, já que a maioria dos casos é com os jovens com faixa etária entre 15 a 29 anos de idade – em 2014 foram registrados 2.898 casos de suicídio, dado divulgado pelo Mapa da Violência 2017, estudo publicado anualmente a partir de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

Isolamento – apesar de ser um comportamento tipicamente adolescente, é bom ficar atento. Não poder conviver com o outro revela dificuldades em estar consigo mesmo.

Dificuldade de expressar agressividade – pessoas que não reagem a diversas situações que deveriam provocar raiva ou mesmo tristeza podem ter dificuldades em externalizar os problemas, o que os torna muito mais difíceis de elaborar.

Excessiva adaptação – pessoas que supostamente se adaptam facilmente a qualquer lugar, situação e pessoas podem ter dificuldades em tomar contato com o próprio desejo. Normalmente estas pessoas estão fechadas em seus próprios mundos e sentem muita dificuldade de entenderem o que querem e quem são.

Bullying –quem é vítima de bullying e tem alguma fragilidade psíquica pode não suportar o isolamento, o medo, a raiva, entre outros sentimentos. Seria ainda mais complexo quando se trata de uma pessoa que não compreende que é vítima e passa a fantasiar que ela é que seria inadequada e que não vê esperança quanto à própria vida.

Pouca autoridade dos pais – os jovens precisam de limites e sentem-se abandonados inconscientemente quando os pais não exercem sua autoridade. O limite é uma forma de contenção e carinho, um contorno necessário para quem ainda está se desenvolvendo rumo à vida adulta.

SOBRE O ZENKLUB: A empresa brasileira foi criada em 2016, a partir da percepção do médico português e CEO da empresa, Rui Brandão, de que o sistema médico estava mais focado em curar doenças do que em promover cuidados em relação à saúde mental. Depois de uma experiência pessoal, ele largou uma promissora carreira médica nos Estados Unidos para batalhar pela causa do autoconhecimento, da necessidade de se falar em terapia sem que isso seja visto como algo negativo.

O sócio José Simões, após ter tido sua vida transformada ao fazer terapia pelo Zenklub, se tornou um investidor e agora, é sócio da plataforma. Ex-diretor de produto da Dafiti, resolveu se juntar integralmente a equipe do Zenklub e propagar a importância do autoconhecimento.

O Zenklub tem atuação nacional com flexibilidade de horário e valores de sessões mais acessíveis, possibilitando ao interessado atendimentos personalizados, quando e onde a pessoa quiser. A empresa acaba de lançar a operação em Portugal também.

SMF Comunicação Integrada


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