terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ministro Fernando Filho diz que conta de luz pode ficar mais barata com venda da Eletrobras

Segundo o ministro Fernando Coelho Filho, a empresa ficará mais eficiente (foto/arquivo Blog de AR)

Ao comentar a privatização da Eletrobras, nesta terça-feira, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que o processo deve ser concluído até o fim do primeiro semestre do ano que vem. Segundo o ministro, a desestatização da companhia é "muito maior" que a necessidade de arrecadação do governo federal. O ministro também afirmou que a expectativa é que a conta de luz fique mais barata com a privatização da Eletrobras, no médio prazo. Segundo o ministro, a empresa ficará mais eficiente.

Vai ter um cálculo sobre o impacto ao consumidor. Nas nossas contas, com a eficiência que vai ganhar a empresa, a nossa estimativa é que será uma conta de energia mais barata no médio prazo — disse o ministro, acrescentando:

— Esse é um movimento muito maior e mais importante do que uma necessidade de arrecadação. Nós estamos levando ao setor de infraestrutura e ao setor elétrico uma nova empresa, mais ágil, moderna, com capacidade de enfrentar os desafios que se colocam diante de um cenário ainda mais competitivo. Nós temos um calendário planejado. Temos um prazo de concluir esse processo até o final do primeiro semestre do ano que vem. Essa é uma decisão de governo.

A proposta de venda da empresa será submetida amanhã ao conselho da estatal, segundo o ministro. O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, disse que os processos de reestruturação da empresa não mudarão em função da intenção do governo em privatizar a empresa. Segundo ele, todo o calendário de ajustes na empresa, que fez a estatal voltar a dar lucro, continua normalmente.

— Eu fico satisfeito com a decisão, porque permite à Eletrobras participar mais ativamente no processo de mudanças no setor elétrico. O plano de reestruturação da companhia continha no cronograma estabelecido. Não temos um minuto a perder — disse Ferreira.

O Globo


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