terça-feira, 8 de agosto de 2017

Isaltino Nascimento critica possível alteração no Programa Saúde da Família

Foto: Roberto Soares/Alepe

Mudanças propostas pelo Ministério da Saúde no Programa Saúde da Família (PSF) foram criticadas pelo deputado Isaltino Nascimento (PSB), na Reunião Plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco, nessa segunda (7). Segundo o deputado, a revisão da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), apresentada pelo Governo Federal, vai retirar a prioridade para obtenção e aplicação de recursos para o PSF na rede pública de saúde.

“Pela proposta, o PSF deixaria de ser um programa e se tornaria apenas uma ‘estratégia’, o que faria esse modelo de saúde pública perder a prioridade que tem hoje no orçamento”, afirmou o parlamentar. “Com isso, os municípios deixariam de ser obrigados a contratar agentes comunitários de saúde e poderiam diminuir os recursos para o setor. Num país onde 90% do povo não tem plano de saúde, deveríamos falar de fortalecimento do PSF e não em redução” considerou Nascimento.
O deputado solicitou a convocação de uma audiência pública na Alepe para discutir a revisão do PNAB. “Temos que fazer uma grande movimento para evitar essa ação do ministro Ricardo Barros, chamando representantes das prefeituras, câmaras de vereadores e sindicatos dos profissionais de saúde, além da bancada do Estado no Congresso Nacional e os ministros pernambucanos no Governo”, sugeriu.

Nos apartes, os deputados Zé Maurício (PP), Simone Santana (PSB), Terezinha Nunes (PSDB) e Bispo Ossesio Silva(PRB) manifestaram apoio às críticas feitas por Nascimento.

“Atualmente, os municípios pernambucanos estão deficitários na cobertura do PSF. É extremamente preocupante que qualquer alteração possa reduzir recursos para uma saúde pública já sucateada e subfinanciada”, comentou Simone Santana. Terezinha Nunes manifestou o desejo de que o atual ministro saia do cargo em uma provável mudança no alto escalão do Governo Temer. “Ricardo Barros não tem postura nem responsabilidade para ser ministro de Estado”, opinou.

Alepe


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