quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Dislexia: quanto mais cedo é o diagnóstico, melhor é o desempenho escolar da criança

Conhecido pelas dificuldades no reconhecimento preciso das palavras e na soletração, o transtorno uma vez não tratado influencia em outras áreas que dependem da leitura e escrita

Caracterizada pelas dificuldades das pessoas nos processos de leitura, escrita, e soletração, a dislexia é genética e hereditária. Segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), mais da metade dos disléxicos não sabe que tem o transtorno, esse é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula e atinge entre 5% e 17% da população mundial. O diagnóstico não é algo simples de se obter, e no caso das crianças, só é possível ter após dois anos de alfabetização. Muitas delas têm alguns sintomas, mas não são disléxicas, portanto é muito importante que pais, professores e educadores fiquem atentos e que haja um diagnóstico precoce.

Mesmo com a cognição preservada e muitas vezes acima da média, as crianças disléxicas geralmente são inteligentes e possuem bastante habilidades manuais, porém apresentam uma série de dificuldades com as palavras e com relação à identificação de símbolos gráficos, principalmente no início da sua alfabetização.

A dislexia estabelece a relação do som com o símbolo, como na troca das letras “t” e “d”, e na discriminação visual, assim como nas inversões de letras em “casaco” e “cacosa”. Pode ocasionar embaraços em cálculos matemáticos, como inversão de números e confusão com os símbolos. Mesmo se a criança for bastante hábil em contas, pode encontrar dificuldades, pois não consegue interpretar os enunciados dos problemas.

As crianças disléxicas geralmente demoram para aprender a falar, reconhecer as horas, pegar e chutar bola, pular corda, escrever números e letras correspondentes, ordenar as letras do alfabeto, meses do ano e sílabas de palavras compridas e distinguir esquerda e direita. Também se atrapalham ao pronunciarem palavras longas, têm dificuldades para planejar e fazer redação dificuldade e para aprender rimas e canções. Os sintomas mais comuns são dispersão, falta de atenção, falhas na fala e linguagem, falta de coordenação motora e de interesse por livros.

“O cotidiano de um disléxico costuma ser igual ao de qualquer outra pessoa, mas com uma certa lentidão na assimilação de algumas coisas e dificuldades de memorização. Ele é geralmente um leitor capaz de ler, porém sem compreender o que está lendo”, explica Sueli Adestro, coordenadora pedagógica da Tutores – rede de educação multidisciplinar.

Quanto mais cedo se diagnostica a dislexia, ou seja, logo nos primeiros anos de educação infantil, melhor, pois a dislexia pode influenciar em outras áreas que dependem da leitura e escrita e, consequentemente, no desenvolvimento de uma criança para os anos letivos seguintes. É possível identificá-la em crianças antes mesmo de iniciarem a aprendizagem da leitura - caso estes sinais forem observados com atenção.

“Uma vez não diagnosticada, a dislexia pode gerar sérias conseqüências, como perturbações emocionais, afetivas e lingüísticas. Uma criança com dislexia pode, inclusive, apresentar comportamentos anti-sociais e, muitas vezes, agressivos. São diferentes estágios que a dislexia pode apresentar, desde a leve até a que representa um comprometimento mais severo”, relata Sueli.

Conviver com essas dificuldades mal-interpretadas por familiares e amigos rebaixa a autoestima, entristece e faz com que o dislexo se sinta “diferente”. O tratamento da dislexia deve contar com a ajuda de diversos profissionais especializados, entre eles neurologista, oftalmologista, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, professores e, é claro, dos pais e familiares. Uma educação multidisciplinar e que englobe todos esses pilares, é fundamental.

“Os responsáveis pela criança devem procurar ajuda profissional da área assim que percebem um comportamento diferente, que o rendimento da criança caiu e que ela já não consegue acompanhar o conteúdo escolar. É muito importante um trabalho com psicopedagogos especializados que saibam analisar e tratar cada caso individualmente e de maneira acolhedora”, conclui a coordenadora.

Sobre a Tutores

Além do reforço escolar e do programa de tutoria, a Tutores conta com um programa que desenvolve bons hábitos de estudo. Os alunos são orientados a gerenciar seu tempo, reconhecer seu estilo de aprendizagem, organizar o material escolar, preparar-se para provas, entre outras técnicas. O material oferecido pela Tutores facilita o processo cognitivo das crianças e as auxilia em suas dificuldades de aprendizado.

A rede atende todas as disciplinas e níveis escolares, trabalha com uma visão multidisciplinar das necessidades de seus alunos e oferece aulas particulares, tutoria, cursos livres, para o Ensino Médio, Superior, TCC e para a melhor idade. Também conta com preparatórios para o Enem, vestibular e concursos, além de aulas de português para estrangeiros.

Pertencente ao Grupo Multus – líder nacional no segmento de microfranquias, a Tutores conta atualmente com mais de 100 unidades em todo país.

Para saber mais, acesse: http://www.tutores.com.br/

Lucky Assessoria de Comunicação


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