terça-feira, 11 de julho de 2017

Presidente do INSS diz que, sem dinheiro, serviços param até o fim do ano

Caso o Ministério do Planejamento não libere mais verbas, o sistema de atendimento do INSS entrará em colapso.

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Leonardo Gadelha, afirmou ao Blog que o dinheiro disponível hoje no caixa do órgão não é suficiente para manter o pleno funcionamento das agências de atendimento a aposentados e pensionistas até o fim do ano. Caso o Ministério do Planejamento não libere mais verbas, o sistema de atendimento do INSS entrará em colapso. “Temos conversado com o Planejamento e eles sinalizaram que haverá descontingenciamento do Orçamento no momento adequado”, disse.

Sem condições de cumprir a meta fiscal deste ano, de deficit de até R$ 139 bilhões, o governo foi obrigado a cortar o Orçamento em R$ 39 bilhões. A tesoura atingiu todo o governo, indiscriminadamente. No caso do INSS, houve redução de 40% dos recursos disponíveis para o funcionamento das agências.

Caso não haja o repasse de recursos extras ao INSS, o horário de atendimento a trabalhadores, aposentados e pensionistas poderá ser reestruturado, em uma primeira tentativa de controlar a situação. Depois, se nada for feito, será anunciado o fechamento de postos menos procurados, remanejando os atendimentos. Numa situação extrema, postos serão fechados.


Os problemas orçamentárias do INSS afetam aposentados e pensionistas, que esperam em longas filas para conseguir atendimento. Em Brasília, as pessoas passam mais de duas horas em uma fila apenas para pegar uma senha. Gadelha reconheceu os problemas e disse que é de conhecimento do INSS a realidade dos postos. “Ao longo dos últimos anos, tivemos uma perda significativa de servidores ao mesmo tempo que houve aumento da demanda”, justificou.

De acordo com o presidente do INSS, está sendo testado um modelo digital, no qual a pessoa pode submeter o requerimento de aposentadoria e pensão pela internet. “A expectativa é de que o sistema diminua os custos que temos hoje. Nesse caso, não precisamos de orçamento para expandir o sistema para todo o Brasil, estamos fazendo com o que temos hoje”, afirmou.

Correio Braziliense


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