quarta-feira, 5 de julho de 2017

Ex-babá acusa humorista e deputado federal Tiririca de assédio sexual


O humorista e deputado federal Tiririca está sendo acusado de assédio sexual por uma ex-funcionária. A empregada doméstica Maria Lúcia Gonçalves Freitas de Lima relatou ter sofrido assédios no ano passado, durante viagens com a família do artista para São Paulo e Fortaleza, enquanto cuidava da filha de 8 anos do casal. 

A denúncia de Maria Lúcia foi registrada na Polícia Civil do Distrito Federal quase um mês depois que a esposa de Tiririca, Naná da Silva Magalhães, denunciou a funcionária por extorsão. Ainda segundo a ocorrência registrada por Naná, Maria Lúcia teria pedido R$ 100 mil quando foi dispensada pela família, ''caso contrário prejudicaria o casal''.


De acordo com relatos de Maria Lúcia, a primeira investida ocorreu durante uma viagem para São Paulo em 24 de maio do ano passado. Na ocasião, Tiririca tinha ido gravar uma entrevista para o Programa do Jô. Ele voltou ao apartamento ''exalando odor etílico'' e começou a assediá-la. Ela o acusa de desabotoar a calça e ir atrás''com o pênis ereto''. Ainda de acordo com o depoimento, a empregada afirma que a filha, a esposa e dois assessores de Tiririca presenciaram a cena e ''riam do ocorrido''.

O segundo episódio ocorreu em Fortaleza, no sítio de Tiririca. Maria Lúcia disse aos policias que a família promoveu festas todos os dias e que toda vez que ela se aproximava do patrão ele dizia: ''Vou te comer'', e passava a mão no cabelo e nas nádegas. Ele teria dito frases como: ''Você vai gostar, meu pau tem a cabeça muito grande. Se experimentar, vai gostar''.

O caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por se tratar de uma acusação contra um parlamentar. A assessoria do STF confirmou que a PET 7121 - uma petição de acusação de assédio contra Tiririca - foi protocolada no dia 28 de junho. O gabinete do deputado esclareceu, através de uma nota oficial, que o caso se trata de uma tentativa de extorsão contra a esposa de Tiririca. O texto destaca que ''ameaças e chantagens incluiriam o pedido de dinheiro em troca da desistência de ação trabalhista''.

Estado de Minas


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