terça-feira, 4 de julho de 2017

Chesf vai vender 13 parques de energia

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) espera arrecadar R$ 1,5 bilhão com as transações para melhorar situação financeira

A reestruturação das empresas da Eletrobras começa a sair do papel. Oito meses depois de o Plano Diretor de Negócios e Gestão 2017/2021 ter sido anunciado pela holding, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) comunicou ao mercado detalhes da venda de participações em 13 parques de geração eólica e de transmissão, na qual atua de forma minoritária. O valor de mercado dos empreendimentos é de R$ 1,5 bilhão, saldo que irá contribuir para a empresa arcar com as dívidas e melhorar a sua atual situação financeira. Se tudo sair conforme o planejado, a ideia é que a subsidiária volte a ter participações em empreendimentos em 2019.

"Trata-se de um conjunto de ativos que foi selecionado para, este ano, sair de nossa carteira. Isso (R$ 1,5 bilhão) será responsável por grande parte do que precisamos desinvestir, cujo total é de R$ 2 bilhões", disse o presidente da Chesf, Sinval Zaidan Gama, durante evento realizado pelo Grupo de Líderes Empresarias de Pernambuco - LIDE na segunda-feira (3). Do total de empreendimentos do Nordeste, um está em Pernambuco, em Paranatama, no Agreste. A Eólica Serra das Vacas (ESV) conta com 53 aerogeradores, que totalizam 91 Megawatts (MW) de capacidade instalada.

O presidente Zaidan Gama frisou ainda que a estratégia é necessária para cumprir com as despesas e com os investimentos no setor energético nacional nos próximos anos. "Minha receita atual não é suficiente para fazer tudo. Temos um plano de negócios com o objetivo de levar a empresa a ter sustentabilidade. Por isso, os próximos dois anos serão usados para colocarmos em prática tudo aquilo que foi planejado, como corte de despesas e aumento de receita, prospectando um ano de 2019 melhor, com nossa retomada em leilões", adiantou.

Questionado sobre quais os critérios para tais empreendimentos estarem na lista, ele explicou que é pelo simples fato de a controlada ter participação societária. "São empresas valiosas, que estão em operação. A empresa que tiver capital e assumir a operação terá, sem dúvida, uma grande rentabilidade com as usinas. Será um bom negócio", defendeu o presidente. O movimento acontece concomitantemente à conclusão de obras de linha de transmissão atrasadas. Até o ano de 2021, a intenção da gestão da companhia é terminar as 100 obras de transmissão pendentes.

A transferência de determinadas participações acionárias das controladas para a Eletrobras foi aprovada pelo Conselho de Administração da empresa, segundo publicação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além da Chesf, outras companhias da Eletrobras como Furnas, Eletronorte e Eletrosul vão repassar sociedades de propósito específico (SPEs). A operação representa uma das etapas prevista no Plano Diretor de Negócios e Gestão da holding.

Por: Raquel Freitas/Folha de Pernambuco


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