domingo, 18 de junho de 2017

Incêndio florestal de grandes proporções deixa 43 mortos e 59 feridos

Floresta pega fogo  no centro de Portugal (Foto: Rafael Marchante/Reuters)

Um incêndio florestal de grandes proporções matou 43 pessoas e deixou 59 feridos em Pedrógão Grande, na região de Leiria, no centro de Portugal. Muitas pessoas morreram carbonizadas dentro de seus carros em uma estrada tomada pelo fogo.

O novo número de vítimas foi divulgado na manhã deste domingo (18) pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. Entre os feridos, 18 foram levados para hospitais. Quatro bombeiros e uma criança estão feridos com gravidade.

São quatro frente de fogo ativas, e autoridades afastaram a hipótese de que o incêndio foi criminoso. "Tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais", afirmou Almeida Rodrigues, diretor nacional da Polícia Judiciária do país.


Lisboa, Santarém, Setúbal e Bragança estão sob aviso vermelho até às 21h, segundo o o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O resto do país está sob aviso laranja, exceto o distrito de Faro.

O aviso vermelho indica situação meteorológica de risco extremo, segundo o jornal Público, enquanto o laranja, o segundo mais grave em uma escala de quatro, aponta para um risco entre moderado a elevado.

Inicialmente, as autoridades disseram que 19 pessoas tinham morrido: 3 pessoas por inalação de fumaça e 16 carbonizadas dentro de seus carros, quando o fogo invadiu a estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, segundo o secretário do Interior.

O incêndio começou por volta das 15h de sábado (horário local, 11h em Brasília). Quase 700 bombeiros e mais de 200 veículos trabalham no combate ao fogo, que ainda não foi controlado. Centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas.

O sábado foi de forte calor no país, com temperaturas que superaram os 40 graus em várias regiões. Após ter registrado poucos incêndios florestais em 2014 e 2015, Portugal foi duramente atingido no ano passado, com mais de 100 mil hectares de florestas devastadas em seu território continental.

Por G1



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