quarta-feira, 31 de maio de 2017

Vazão do São Francisco chega a 600 m³/s e não há previsão de chuvas

Chuvas que caíram na última semana entre Alagoas e Pernambuco não têm impactos significativos na bacia do São Francisco. Previsão do ONS é de que Sobradinho chegue com o nível de -1,4% de sua capacidade, em novembro.

A previsão de chuvas na bacia do São Francisco é praticamente zero para os próximos dias. Quem garante são os técnicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que fizeram apresentação na manhã de segunda-feira (29 de maio), durante reunião de avaliação das condições hidrológicas da bacia do São Francisco, promovida pela Agência Nacional de Águas (ANA) e transmitida por videoconferência para os estados da bacia.

O coordenador de Operações do Cemaden, Marcelo Seluchi, explicou que apesar das chuvas que caíram na última semana entre Alagoas e Pernambuco, não há impactos significativos na bacia do São Francisco e a previsão para as próximas duas semanas são de praticamente nenhuma chuva na bacia. Segundo seu relato na reunião, para os meses de junho até agosto, a previsão de chuvas é apenas para o litoral do nordeste e a região norte, sem impactos representativos na bacia hidrográfica.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a defluência recomendada para Sobradinho, na Bahia, e Xingó, entre Alagoas e Sergipe, é de 600 metros cúbicos por segundo (m³/s). Com isso, a previsão do ONS é de que Sobradinho chegue com o nível de -1,4% de sua capacidade, em novembro. Para que o nível de Sobradinho chegue a zero, a recomendação é de uma defluência mínima em Xingó, de 570 m³/s.

Ainda durante a avaliação das condições hidrológicas da bacia, a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) confirmou a prática da vazão de 600 m³/s a partir desta segunda-feira, dia 29. O diretor de Operações da empresa, João Henrique Franklin, explicou que problemas mecânicos impediram a defluência inicialmente prevista para a semana passada, mas que desde o dia 23, a vazão aplicada em Xingó passou para os 650 m³/s, conforme o previsto inicialmente e reduzido novamente nesse início de semana.

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) esteve representado na reunião pelo diretor técnico da Peixe Vivo, agência delegatária do colegiado, Alberto Simon.

Texto: Delane Barros/Ascom CBHSF


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