terça-feira, 9 de maio de 2017

TV Brasil apresenta trajetória do sambista Almir Guineto nesta terça (9/5) no Recordar é TV

Atração combina shows e hits do cantor com entrevistas dos anos 1980 e 2000

Depois de homenagear personalidades como Jerry Adriani e Belchior, a TV Brasil produz uma edição especial do programa Recordar é TV em tributo a Almir Guineto que faleceu na última sexta-feira (5). A atração em memória do sambista vai ao ar nesta terça (9), às 23h, com horário alternativo no sábado (13), às 23h30.

Produzido a partir de material de acervo da emissora, o especial mescla apresentações musicais dos principais clássicos do vasto repertório de Almir Guineto, como "Caxambu" e "Mordomia", com duas entrevistas concedidas pelo cantor e compositor em fases diferentes da carreira.

A primeira conversa, em 1986, foi no programa "A Vida é um show", sob o comando de Cristina Prochaska, na extinta TVE do Rio, e o bate-papo mais recente, de 2012, foi gravado no "Segue o Som", da TV Brasil, apresentado por Maurício Pacheco.
Na entrevista dos anos 1980, Almir de Souza Serra, o Almir Guineto, falou sobre o início de carreira e destacou a importância da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, do bloco carnavalesco Cacique de Ramos e da passagem pelo Fundo de Quintal, além de contar a origem do seu nome artístico.

A repercussão do disco "Almir Guineto", também de 1986, é mais um tema em pauta. O LP trouxe canções próprias e de outros compositores que foram consagradas na voz do intérprete. Sucesso comercial, o álbum reuniu clássicos como "Caxambu", "Mel na Boca", "Lama nas Ruas" e "Conselho".

Nesse projeto, o sambista de timbre inconfundível gravou algumas de suas parcerias com personalidades do universo musical como Adalto Magalha, Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho.

Já no descontraído bate-papo de Almir Guineto com Maurício Pacheco, no "Segue o Som", da TV Brasil, gravado em 2012, o homenageado traça um panorama sobre a vida artística e aborda seu último álbum, "Cartão de Visita", lançado naquele mesmo ano.

Legado, inovação e cancioneiro

Ídolo de astros como Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, o despojado sambista foi mestre de bateria e dirigiu a "Furiosa" do Salgueiro. Também é considerado um dos artífices da renovação do gênero à sombra da tamarineira do Cacique de Ramos.

Como legado, Almir Guineto deixa mais de 500 composições e sua contribuição inegável para a transformação do samba. Já na década de 1970, ele proporcionou uma grande inovação ao introduzir um instrumento híbrido: o banjo adaptado com um braço de cavaquinho, posteriormente adotado por diversos grupos de samba.

A maneira singular de entoar as canções era uma das marcas registradas de Almir Guineto. Com um jeito arrastado de cantar, ele imprimia um suingue original que o diferenciava e fez história na música brasileira.

O saudoso cantor também versava como ninguém. Uma de suas letras de grande sucesso como compositor é "Coisinha do Pai", música eternizada na interpretação da madrinha do samba, Beth Carvalho. Esse samba foi um dos primeiros hits de Almir Guineto que faleceu nesta sexta-feira (5/5), aos 70 anos, em consequência de problemas renais crônicos e da diabetes.

Família: samba no DNA

Natural do Morro do Salgueiro, na Zona Norte do Rio, Almir Guineto vivenciou o samba desde a infância em uma família repleta de músicos.

O pai Iraci de Souza Serra era violonista e integrava o grupo Fina Flor do Samba. Já a mãe Nair de Souza, conhecida como "Dona Fia", além de costureira, era uma das principais figuras da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. O irmão de Almir, Francisco de Souza Serra, conhecido como Chiquinho, foi um dos fundadores do grupo "Originais do Samba".

Nos anos 1970, Guineto já exercia a liderança no carnaval como mestre de bateria da "Furiosa", era um dos diretores da Salgueiro e frequentava o bloco carnavalesco Cacique de Ramos com outros compositores. No final da década, ele se mudou para São Paulo onde foi cavaquinista do conjunto Originais do Samba.

Em seguida, no começo dos anos 1980, Almir Guineto participo da primeira formação do grupo Fundo de Quintal junto com os sambistas Bira Presidente, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany. De lá pra cá, o músico seguiu carreira solo e fazendo sucessos nas rodas de samba.

Para as novas gerações, deixou um pupilo. O filho Almirzinho também enveredou para o mundo do samba. Instrumentista, arranjador, cantor e compositor, ele foi vocalista do grupo Revelação e atualmente segue trajetória solo.

O especial da série Recordar é TV em tributo a Almir Guineto tem apresentação da jornalista Alessandra Lago.

Serviço:
Recordar é TV com Almir Guineto – terça-feira (9), às 23h, na TV Brasil.
Recordar é TV com Almir Guineto – sábado (13), às 23h30, na TV Brasil.

Empresa Brasil de Comunicação | TV Brasil


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