quarta-feira, 17 de maio de 2017

Centenário de Fátima

Centenas de milhares de fiéis reunidos em Fátima, no dia 13 de maio último, para a canonização de Jacinta e Francisco 

Por Paulo Roberto Campos(*)

“Na confusão da Terra, abriram-se os Céus e a Virgem apareceu em Fátima para dizer aos homens a verdade. Verdade austera, de admoestação e penitência, mas verdade rica em promessas de salvação. O milagre de Fátima se repetiu [...] para atestar que as ameaças de Deus continuam a pairar sobre os homens, mas que a proteção da Virgem jamais abandonará a Igreja e seus verdadeiros filhos”.

Assim se expressou em 1952 o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Do mesmo modo poderíamos nos expressar nos presentes dias, pois a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima continua mais atual do que então. Ela continua desde 1917 alertando a humanidade, pedindo a conversão, e como esta não veio, paira sobre o mundo o anunciado castigo: “Várias nações serão aniquiladas”. Mas também continua de pé sua grande promessa: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.

Cem anos depois do mais importante acontecimento do século XX, trágicos eventos nos ameaçam. Quem, tomando conhecimento do noticiário atual, não fica a temer a eclosão de uma nova guerra mundial?


Em Fátima, a Santíssima Virgem previu o fim da Primeira Guerra, mas afirmou que se os homens não se convertessem uma hecatombe ainda pior eclodiria. Duas décadas depois, a profecia se realizou: as nações se viram precipitadas na Segunda Guerra Mundial.


Ninguém pode afirmar com toda certeza que estamos na iminência de uma Terceira Guerra Mundial, ou de algum outro tipo de castigo que atingiria o mundo inteiro, mas, sobretudo, ninguém pode negar. O que precisamos é estar prontos para a realização dos planos de Deus. E ao aparecer em Fátima aos três Pastorinhos — Lúcia, Jacinta e Francisco (os dois últimos canonizados no dia 13 maio) — Nossa Senhora pediu que o mundo fizesse oração e penitência, necessárias para a conversão, e insistiu na recitação do Santo Rosário.

Aconteça o que acontecer, se atendermos aos pedidos da Santa Mãe de Deus, nada teremos a temer durante o castigo divino, e exultaremos depois com a realização do que Ela também profetizou há um século: o Reinado de seu Imaculado Coração em toda a Terra.

Quando ele se realizará? Após o terrível castigo e a conversão da humanidade?

Deixo a resposta com São Luís Maria Grignion de Montfort — grande santo e missionário francês do século XVIII — no seu célebre Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem:

“Quando virá este tempo feliz em que Maria será estabelecida Senhora e Soberana nos corações, para submetê-los plenamente ao império de seu grande e único Jesus? Quando chegará o dia em que as almas respirarão Maria, como o corpo respira o ar? Então, coisas maravilhosas acontecerão neste mundo, onde o Espírito Santo, encontrando sua querida Esposa como que reproduzida nas almas, a elas descerá abundantemente enchendo-as de seus dons, particularmente do dom da sabedoria, a fim de operar maravilhas da graça. Meu caro irmão, quando chegará esse tempo feliz, esse século de Maria, em que inúmeras almas escolhidas, perdendo-se no abismo de seu interior, se tornarão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar Jesus Cristo? Esse tempo só chegará quando se conhecer e praticar a devoção que ensino, Ut adveniat regnum tuum, adveniat regnum Mariae” (Que venha o Reino de Maria, para que assim venha o vosso Reino — ou seja, o Reino de Jesus Cristo).

(*) Paulo Roberto Campos é jornalista e colaborador da Abim

Fonte: Agência Boa Imprensa (ABIM)


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