segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CPRH solta nesta terça 378 aves salvas do tráfico de animais silvestres

De diversas espécies, aves serão devolvidas à natureza em área de soltura do Sertão. Entre elas, estão as 56 repatriadas de São Paulo em janeiro (Foto: Divulgação/CPRH)

Após período de tratamento e/ou readaptação no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), no bairro da Guabiraba, Recife, nada menos que 378 aves serão soltas nesta terça-feira (14). Equipe da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), órgão que administra o Cetas, devolverá os animais à natureza em área de soltura de Salgueiro, Sertão do Estado. No grupo estão as 56 aves repatriadas de São Paulo para Pernambuco em janeiro último, após terem sido resgatadas pela polícia paulista em ações de combate ao tráfico de animais silvestres.

Enviadas para o Cetas pela Divisão Técnica de Medicina Veterinária e Manejo da Fauna Silvestre (Depave), da Prefeitura de São Paulo, no dia 5 de janeiro, as 56 aves repatriadas chegaram ao Recife em voo da Gol, acomodadas em três caixotes, divididos em baias separadas. São 19 galos de campina, 19 papa-capim baianos, oito patativas, cinco cravinas, três sofrês (concrizes) e dois cancões. Após serem resgatadas do tráfico, passaram por períodos de tratamento, reabilitação e acompanhamento no Depave e no Cetas.

Junto com as 56 aves resgatadas em São Paulo, serão soltas dezenas de outras aves apreendidas em ações de fiscalização da CPRH e outros órgãos, como a Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma) e brigadas ambientais municipais, em todo o Estado. Nessas ações, os animais também são encaminhados ao Cetas, onde são tratados e reabilitados para serem, enfim, devolvidos ao seu habitat natural. Há rolinhas, sibitos, bigodes, azulões, sanhaçus e jandaias, entre outras espécies.

No início de mais uma “Operação Soltura”, a equipe da CPRH que seguiu para o Sertão com as aves, divididas em diversas gaiolas, libertou, na madrugada desta segunda (13), um gato do mato que havia sido levado ao Cetas Tangara (entrega voluntária). Ele era criado há muito tempo em área do município de São José do Belmonte, no Sertão Central, e passou mais de um ano em período de readaptação no Centro de Triagem.

No caso das aves vindas de São Paulo, foi o primeiro repatriamento que o Cetas recebeu do Sudeste. Antes, o Centro havia recebido papagaios do Ceará e do Rio Grande do Norte para o Projeto Papagaio da Caatinga. E também havia promovido o repatriamento de 14 araras e dois tucanos, resgatados em ações de fiscalização, para o Amapá, a fim de serem reintroduzidos em seu bioma de origem, na região amazônica.

Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental - NCSEA
Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH
www.cprh.pe.gov.br


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