domingo, 1 de janeiro de 2017

Vereadores são detidos no MT por não empossarem prefeita eleita

Componentes da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Torixoréu assumiram mandatos e foram presos após se recusaram a dar posse à prefeita eleita e diplomada, contra quem transita ação de impugnação de candidatura. Sessão foi interrompida pelas detenções dos quatro parlamentares.

Quatro vereadores do município de Torixoréu, a 577 km de Cuiabá, foram detidos neste domingo (1º) por desobedecerem à decisão judicial e não empossarem a prefeita eleita, Inês Coelho (PP). Os parlamentares fazem parte da Mesa Diretora e foram conduzidos para a delegacia de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. Inês teve a candidatura impugnada, mas recorreu da decisão.

Segundo a Polícia Militar, os quatro vereadores que compõem a nova Mesa Diretora para o biênio 2017/2018 daquele município ainda devem prestar depoimentos.

Durante a solenidade de posse dos parlamentares, os vereadores se negaram a cumprir uma decisão da Justiça, que dava direito de posse à prefeita. De acordo com a PM, ela já havia sido diplomada e conseguiu uma liminar para ser empossada.

A confusão, de acordo com a PM, começou após a eleição da Mesa Diretora. Na ocasião, o presidente da Câmara suspendeu a posse da prefeita por 30 dias e nomeou o vice para assumir o cargo dele.

O vice-prefeito, por sua vez, nomeou o presidente da Casa de Leis para assumir interinamente a prefeitura.

Eles foram detidos e devem responder a um Termo Circunstanciado (TCO) por desobediência de decisão judicial. A solenindade foi interrompida, após as detenções.

Impugnação
Inês é empresária, tem 46 anos e concorreu pela coligação Com a Força do Povo o Trabalho Continua, formada pelos partidos PSB, PT, PRP e PP.

Ela entrou na disputa depois que o marido, Odoni Coelho (PSB), teve o registro indeferido por ter sido cassado do cargo de prefeito de Torixoréu em agosto. Depois, ele renunciou à candidatura à reeleição e foi substituído pela esposa.

A candidatura dela, entretanto, foi impugnada pela Justiça Eleitoral porque foi entendido que, para Inês concorrer, o marido dela deveria ter sido afastado de forma definitiva do cargo de prefeito pelo menos seis meses antes.

G1 MT


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