sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Nos cinco primeiros dias de 2017, seis PMs foram assassinados no RJ

Enterro do soldado Jefferson Pedra: morto em assalto à joalheria
O policial militar Marcelo Abdalla Neder morreu no fim da madrugada desta quinta-feira durante um ataque de bandidos na Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu

Nos cinco primeiros dias de 2017, seis PMs foram mortos no estado do Rio. Um levantamento feito pelo EXTRA revela que, neste ano, uma em cada dez pessoas assassinadas no estado, uma é policial militar. Ao todo, 45 inquéritos foram abertos até a última quarta-feira para investigar homicídios no Rio. Ontem, mais uma morte entrou para a triste estatística: o PM Marcelo Abdalla Neder, de 34 anos, foi morto no fim da madrugada de ontem durante ao tentar impedir um roubo de carga na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Entre os seis PMs mortos esse ano, só um estava de serviço: o soldado Antônio Carlos Paiva Nunes, alvo de um ataque em Manguinhos, na Zona Norte, no domingo. Dos outros cinco, dois tentaram impedir assaltos: Marcelo Neder, que estava num carro com a caminho do trabalho quando se deparou com sete bandidos roubando um caminhão; e o soldado Jefferson Cruz Pedra, que trabalhava como segurança de uma joalheria num shopping na Tijuca que foi alvo de bandidos. Imagens da câmera de segurança do shopping mostram que cinco assaltantes participaram do crime. Ontem, Jefferson, que saiu da Bahia, para ser PM no Rio, foi enterrado no Jardim da Saudade, em Sulacap.



Um dos PMs, o sargento reformado Francisco Assis de Aguiar, foi alvo de um assalto. Ele estava num carro com um malote que seria depositado no banco quando foi surpreendido por dois homens numa moto, em Guapimirim, na segunda-feira. O cabo Cleiton William Santos de Freitas, do 15º BPM (Caxias), foi fuzilado, em Xerém. Já André William de Oliveira foi reconhecido como PM por bandidos e retirado de uma festa na virada do ano, em Realengo.

Sem dinheiro para enterro

Sem receber salário há dois meses, a aposentada Ana Maria da Silva, de 64 anos, conta com a ajuda da Polícia Militar para poder enterrar seu filho, Marcelo Neder, assassinado ontem. A senhora, que trabalhou na rede estadual de ensino, disse estar em estado de choque com a morte do soldado, lotado na UPP do Complexo do Lins. A PM informou, por meio da assessoria de imprensa, que o sepultamento de Marcelo, assim como o dos demais PMs mortos em serviço ou de folga, será bancado pela corporação.

— A gente precisa gritar para ver se tudo se endireita. Meu filho nem 13º (salário) recebeu, mas estava cumprindo com sua obrigação como policial — afirmou Ana Maria.

Natural de Resende, no Sul Fluminense, o policial deixa uma filha de 10 anos do seu primeiro casamento. Marcelo também estava com apenas 12 dias de casado. Segundo a irmã da vítima, Andreia Cristina da Silva, de 43 anos, Marcelo andava na rua com medo e iria começar um curso de Direito.

— Ele queria tentar um concurso federal. Estamos arrasados. Ficamos sabendo da morte dele pela televisão porque ninguém nos dava informação. Muito triste — disse Andreia. Ainda de acordo com a família, Marcelo estava há três anos na PM. Ele será enterrado hoje, no cemitério Altos dos Passos, em Resende.

Natural de Resende, no Sul Fluminense, o policial deixa uma filha de 10 anos do seu primeiro casamento. Marcelo também estava com apenas 12 dias de casado. Segundo a irmã da vítima, Andreia Cristina da Silva, de 43 anos, Marcelo andava na rua com medo e iria começar um curso de Direito.

— Ele queria tentar um concurso federal. Estamos arrasados. Ficamos sabendo da morte dele pela televisão porque ninguém nos dava informação. Muito triste — disse Andreia. Ainda de acordo com a família, Marcelo estava há três anos na PM. Ele será enterrado hoje, no cemitério Altos dos Passos, em Resende.


Em nota, a PM “lamenta e se preocupa com os policiais mortos ou feridos, em serviço ou na folga, e vem tomando providências para reduzir a vitimização”. Uma dessas medidas, segundo a PM, é “a intensificação da Operação Deslocamento Seguro, que reforça o policiamento em trajetos onde foi registrada maior incidência de crimes contra a vida do PM”.

De acordo com corporação, a PM “a dispõe de 38 mil coletes balísticos, sendo que 4.600 em reserva técnica, e um convênio firmado com a Secretaria Nacional de Segurança Pública disponibilizará mais 11.500 coletes”.

Extra-RJ


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