sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Morcego raro passa a se alimentar de sangue humano em Pernambuco

Morcego-vampiro-de-perna-peluda (Foto: Enrico Bernard/UFPE

Uma pesquisa feita pelo Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) descobriu que uma rara espécie de morcego passou a se alimentar de sangue humano no Parque Nacional do Catimbau, que fica a cerca de 300 km do Recife e pertence à região de caatinga de Pernambuco.

A espécie, Diphylla ecaudata, conhecida popularmente como morcego-vampiro-das-pernas-peludos, era catalogada pelos cientistas como um mamífero que se alimentava apenas do sangue de animais, como aves de grande porte. Antes, na América Latina, das três espécies de morcegos vampiros, apenas uma tinha sido registrada como um animal que consuma sangue humano. “Temos o primeiro registro do consumo de sangue humano pela espécie desse morcego vampiro”, afirma o professor Enrico Bernard, do departamento de Zoologia da Universidade.

O estudo também aponta a questão da falta de alimento para essa espécie de morcego. "Isso mostra uma série de implicações ambientais e de saúde pública. A questão ecológica é porque temos um morcego que se alimentava de aves de grande porte que foram extintas pela caça e o abate e agora se alimenta de sangue de galinha e humanos. Esse bicho está se adaptando a uma nova realidade. É a confirmação da da fauna da Caatinga", explica Enrico.

Apesar da descoberta, o professor alerta que a população da região não deve entrar em pânico, mas é preciso tomar cuidados, pois a mordida do bicho pode causar a doença da raiva, uma infecção viral que afeta o sistema nervoso e é praticamente fatal. “Se for dormir ao ar livre, procure proteção, de preferência uma tela contra mosquitos para evitar também a mordida do morcego. Se for mordido, procure um um posto de saúde para receber a vacina antirrábica”, explica.

Praga de morcegos no Chile

O governo chileno pediu cautela à população devido ao número crescente de morcegos em domicílios no país. Instituto para Saúde Pública do Chile informou que 70 animais foram enviados ao local, número considerado o dobro da média constatada no mesmo período do ano passado. Essa grande quantidade de morcegos poderia disseminar a raiva, Ainda segundo as autoridades do país, três episódios foram registrados este ano, e a onda de calor pode aumentar este risco.

Portal Uol


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