quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Ex-prefeito de Santana do Ipanema é preso durante operação policial

Ilustrativa

O ex-prefeito de Santana do Ipanema Mário Silva foi preso, na manhã de ontem, junto com outras duas pessoas, durante operação desencadeada pelo Grupo Estadual de Combate à Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual, que investiga irregularidades na contratação de serviços de som e iluminação para festas públicas promovidas pelo município entre os anos de 2014 e 2016.

Antes de sair da prefeitura, Mário Silva é acusado de ter complicado a vida de seu sucessor, Isnaldo Bulhões, por ter deixado de repassar ao INSS recursos retidos dos vencimentos do funcionalismo. Segundo a assessoria de Isnaldo, devido a essa irregularidade, a prefeitura não recebeu o último repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), no valor de R$ 900 mil.

A ação de ontem cumpriu mandados de prisão temporária também contra o ex-secretário de Finanças do município Fernando Pereira Guimarães, e contra o ex-servidor municipal Cláudio Domingos Santos, expedidos pela 17ª Vara da Capital. Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, nas residências dos presos, em um imóvel alugado exclusivamente para guardar documentos da Prefeitura de Santana, nas secretarias municipais de Finanças, Administração e Obras, Comissão Permanente de Licitação, no setor contábil da prefeitura e ainda em sede de empresas que podem estar envolvidas no esquema.

Também foi cumprido mandado de condução coercitiva de um empresário, que não teve o nome revelado. De acordo com o Ministério Público Estadual, ele seria o autor da denúncia que resultou na operação. O empresário teria procurado a Promotoria de Justiça em Santana do Ipanema em retaliação porque não haveria recebido os valores acordados no esquema. Ele afirmou que, durante as negociações do esquema, Mário Silva usava o apelido de “Lobo Mau”.

O coordenador do Gecoc, promotor Antônio Luiz, afirmou que a partir dos documentos e informações recolhidos durante os cumprimentos dos mandados, vai ser descoberto como as irregularidades eram praticadas.

Durante a operação, de acordo com o Ministério Público, foram apreendidos documentos referentes a processos de licitação, dispensa de licitação, contratos e processos de pagamentos por serviços relativos à locação de estruturas de palco, som, iluminação, aparelhos de projeção, banheiros químicos e geradores de energia.

Gazeta de Alagoas


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