terça-feira, 4 de outubro de 2016

Reprodução de peixes para revitalizar São Francisco permite reaparecimento de espécies em risco de extinção


Alevinos reproduzidos em centros especializados do Governo Federal são inseridos nas bacias e repovoam o rio, garantindo biodiversidade, desenvolvimento social e segurança alimentar.

Os peixamentos, que fazem parte das ações do Ministério da Integração Nacional para revitalizar o Rio São Francisco, contribuíram para que duas espécies de peixes, que estavam sumidas das redes dos pescadores no baixo São Francisco, voltassem a ser pescadas: a curimatã pioa e a matrinxã. Ambas foram reproduzidas nos Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão vinculado à Pasta. As unidades são consideradas referência no desenvolvimento de pesquisas e tecnologias de reprodução, larvicultura e alevinagem de espécies nativas do rio.

No total, foram produzidos para a recomposição e manutenção da ictiofauna mais de 134 milhões de peixes de espécies nativas do São Francisco e não nativas, que são destinadas ao apoio da piscicultura na bacia. Para os peixamentos foram destinados 73 milhões de espécies nativas, entre elas cari, pacamã, piau, pacu, curimatã, pioa e piaba, além das outras duas que estavam em risco de extinção. O restante foi para apoiar a aquicultura da bacia.

Segundo o chefe da Unidade de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf, Leonardo Sampaio Santos, o programa ajuda a manter o estoque de peixes e a biodiversidade. “Além de cuidar da saúde do rio, a ação garante a continuidade da pesca, resultando no desenvolvimento econômico e na segurança alimentar da população da região. No primeiro semestre de 2016, os Centros Integrados já produziram cerca de 4 milhões de alevinos de espécies nativas e foram realizados 29 peixamentos. A expectativa é que esses números aumentem ainda mais até o final desse ano”.

Leonardo explica que o processo de criação destinado aos peixamentos é diferente para cada espécie. “A Codevasf possui as matrizes e os reprodutores. Após a reprodução artificial das espécies, cada uma tem seu tempo de desenvolvimento, desde a fase em que são larvas até se tornarem alevinos, que são os peixes jovens. Nós somente introduzimos esses peixes no rio quando atingem o tamanho ideal, cerca de sete centímetros, pois antes disso ainda são frágeis e ficam mais sujeitos aos predadores”.

Os outros 61 milhões de peixes criados nos Centros foram direcionados para um programa de apoio à aquicultura da bacia, voltado para o desenvolvimento sustentável com o objetivo de fomentar a cadeia produtiva. A Codevasf financia e apoia projetos de associações para a criação de peixes em viveiros e em tanques-redes. “Utilizamos principalmente a tilápia e o tambaqui, que não são nativos da região. Doamos os alevinos e rações, além de oferecermos capacitações aos associados. Nosso objetivo é que eles consigam realizar sozinhos todo o processo de produção. Também estão sendo feitos trabalhos experimentais com criação de espécies nativas em tanques-rede”, explica o gestor.
Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Integração Nacional


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