quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Messi reata com a seleção e enfrenta o Uruguai nesta quinta


Nada como uma viagem para um destino tranquilo para dar fim a uma briga conjugal. E é em uma visita à romântica Mendoza, a cerca de 980 quilômetros da capital Buenos Aires, que Messi e a seleção argentina reatarão de vez a sua relação nesta quinta-feira. Nada de jantares em restaurantes charmosos, visitas a vinhedos e outros passeios românticos. A confirmação da paz entre o time nacional e seu grande astro virá em um duro clássico contra o Uruguai, no estádio Malvinas Argentinas, nesta quinta-feira, às 20h30 (de Brasília).

O duelo pela sétima rodada das eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018 marcará o que está sendo chamado da volta do craque time nacional - muito embora sua ausência, na prática, jamais tenha acontecido. É verdade que, de cabeça quente, após uma traumática derrota na final da Copa América Centenário - na qual desperdiçou sua cobrança de pênalti na disputa final - Messi gritou ao mundo que romperia a relação com a seleção, no que poderia ser o ponto final de um relacionamento que sempre fora conturbado. Mas o que era para ser um ponto final foi, no fim das contas, um pequeno afastamento comum nos Para não deixar Messi escapar por entre os dedos, a Argentina teve uma estratégia cautelosa. Inicialmente, não bateu de frente com seu astro, que poderia ter causado um efeito avalanche de abandono à seleção entre colegas como Mascherano e Agüero. Não havia motivos para desespero, afinal, depois daquele desentendimento nos Estados Unidos, o time ficaria quase dois meses sem se reunir. Para ter seu astro de novo, a seleção mudou - por vontade alheia, diga-se. Tata Martino pediu demissão e fez a diretoria da criticada AFA buscar Edgardo Bauza, que fará sua estreia nesta quinta.

- O que me tranquiiza são os jogos. É algo que estamos acostumados e sabemos como lidar. Vivi um motivo de muita ansiedade depois que me confirmaram para assumir, por tudo o que vinha acontecendo, por tudo que teríamos que decidir. Mas à medida que foram passando os dias, eu fui tendo com os jogadores. Começamos a trabalhar e a ansiedade se foi. E começou a reinar a tranqulidade para poder trabalhar. Mas obviamente é normal estar ansioso porque esse é o primeiro jogo, uma partida eliminatória, um clássico como é o Uruguai, com todas as dificuldades que tem. Mas ter trabalhado me dá tranquilidade - disse Bauza sobre o início de sua jornada na seleção.

O novo treinador deu espaço para Messi respirar, sem jamais deixar de mostrar o interesse da seleção tê-lo ao seu lado novamente. O camisa 10 - o orgulhoso da relação - se calou, deixou no ar a dúvida se daria uma segunda chance ao time nacional. Para o convencimento pleno, recebeu, primeiramente, uma ligação de Bauza pedindo sua volta. Em um segundo momento, uma visita: olho no olho e a promessa de reatar uma relação que sofreu duros golpes e passou por intensas dúvidas desde o seu começo, há 11 anos.

RELAÇÃO CONTURBADA, AINDA EM BUSCA DO FINAL FELIZ
Messi foi convocado pela primeira vez para a seleção principal da Argentina em agosto de 2005, quando tinha apenas 18 anos e ainda era uma promessa do Barcelona, para onde havia rumado cinco anos antes - num capítulo que sempre foi uma espécie de assombração na relação com seu país natal. O camisa 10 jogou a Copa do Mundo de 2006 e conquistou a medalha de ouro na Olimpíada de Pequim, em 2008, fazendo parecer que seu caminho com a equipe seria repleto de flores. Mas só até ser eleito o melhor jogador do mundo pela primeira vez, em 2009. duradouras.

Por Jorge Natan
Mendoza, Argentina


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