sexta-feira, 30 de setembro de 2016

FMI começa a dar as cartas no Governo Temer, alerta Humberto

Foto: Alessando Dantas/Liderança PT no Senado

Após participar de uma reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o Fundo Monetário Internacional (FMI) começou a “recomendar” algumas ações no Governo Temer. Entre as recomendações estão a revisão do salário mínimo e abreviar uma reforma trabalhista no país. “Se realmente o FMI voltar a dar as cartas no Brasil, iniciaremos um pesado arrocho sobre os trabalhadores e a população mais pobre. É literalmente uma volta ao passado negro”, lamentou o líder do PT no Senado, Humberto Costa.

Em um comunicado nesta quinta-feira (29), o FMI afirmou ser muito importante o governo fazer uma revisão do cálculo do salário e ainda sugeriu a elaboração de uma proposta para reforma trabalhista em busca de "recuperar a sustentabilidade fiscal" e "retomar o crescimento". Outras recomendações que constam no comunicado: facilitar o processo de privatizações e concessões; buscar acordos fora do Mercosul; flexibilizar a “rigidez orçamentária”; aprovar uma reforma tributária; e por fim, uma reforma previdenciária ampla.

“Esse presidente golpista está rezando muito bem a cartilha do FMI. Até parece que ele já sabia dessas recomendações e já se antecipou nas ações que eles indicam. Muito triste isso estar acontecendo depois que, durante os governos do PT, o Brasil aumentou em dez vezes suas reservas internacionais e pagou sua dívida junto ao órgão. Agora, podemos novamente voltar a ser dependentes deles”, afirmou Humberto.

Um ponto em que FMI e o atual governo também estão de acordo é sobre a PEC 241, que limita o teto dos gastos públicos pela inflação do ano anterior, e está para ser votada no Congresso Nacional ainda no mês de outubro. Mas para o Fundo, o “arrocho” precisa ser maior, pois a PEC pode levar vários anos para estabilizar as contas públicas. O órgão continua o comunicado com uma série de recomendações que vão na contramão de ações sociais, bandeiras do PT, e que visam unicamente uma “recuperação” econômica, doa a quem doer.

“O que está em jogo aqui é uma relação de independência que tínhamos conquistado. A partir de 2002 ganhamos uma autonomia na gestão econômica nunca alcançada nas gestões anteriores do PT”, disse o senador petista lembrando que, em 2009, o ex-presidente Lula quitou a dívida com o FMI e ainda passou a emprestar dinheiro ao fundo.

Assessoria de Imprensa Senador Humberto Costa


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