terça-feira, 16 de agosto de 2016

Integrantes do MST bloqueiam estradas e montam acampamento em PE para pedir saída de Temer e diálogo com governo


Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram bloqueios simultâneos em rodovias federais de Pernambuco na manhã desta terça-feira (16). As interdições foram realizadas em seis trechos e causaram congestionamento de veículos. O ato, que é nacional, teve início às 7h30 e defende a saída do presidente em exercício Michel Temer e a volta de Dilma Rousseff.

As interdições foram realizadas na BR-232, no quilômetro 263, em Arcoverde, no Sertão; na BR-232, no quilômetro 29, em Moreno, na Região Metropolitana do Recife; na BR-408, no quilômetro 88, em São Lourenço da Mata, também na RMR; na BR-101, no quilômetro 9, em Goiana, na Mata Norte; na BR-104, no quilômetro 44, em Caruaru, no Agreste; e na BR-104, no quilômetro 100, em Agrestina, no Agreste.

Ocupações

Centenas de trabalhadores e trabalhadoras rurais coordenados pelas Fetape estão ocupando, desde as 7 horas de hoje (16), as sedes da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (Sara), no bairro do Cordeiro, no Recife, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Superintendência Regional (SR 29), em Petrolina. Nesses locais, eles já montaram barracas e iniciaram a produção de refeições, pois a proposta é que permaneçam acampados até que os governos Estadual e Federal abram diálogo sobre a pauta de reivindicações, já protocolada nos dois órgãos.

Dentre os pontos da pauta estão: o pagamento das parcelas do aporte estadual do Garantia Safra 2015/2016, em caráter de urgência; a criação da Secretaria da Agricultura Familiar do Estado, com dotação orçamentária; além da reestruturação do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e do Instituto de Terras e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco (Iterpe). Eles denunciam ainda a falta de acesso a créditos pelos assentados, por não estarem com a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf), documento emitido pelo Incra e Iterpe.

Nas duas mobilizações, os trabalhadores e trabalhadoras cobram, ainda, do Governo Federal, a volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário, extinto pelo presidente interino Michel Temer, o que só veio a agravar a situação de abandono vivenciada pelo campo, na atual conjuntura.

No ano passado, durante o Grito da Terra Pernambuco, a Fetape entregou uma pauta de reivindicações ao Governo do Estado, que dialoga diretamente com os desafios vivenciados pelos agricultores e agricultoras familiares em Pernambuco. Na opinião do presidente da Fetape, Doriel Barros, nesses cinco anos de seca, houve um empobrecimento do campo e há, também, uma responsabilidade da gestão estadual em encontrar saídas.

“Há mais de um ano, entregamos um documento com várias propostas para amenizar a situação do homem e da mulher do campo, mas o governador sequer iniciou um diálogo com a Fetape. Queremos que ele dialogue com a Federação, e encaminhe as pendências que precisam ser urgentemente resolvidas, a exemplo do pagamento do Garantia Safra, bem como da retomada do Comitê de Convivência com a Seca”, pontua Doriel Barros.

 

Com informações de Folha de Pernambuco e Ascom FETAPE


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