quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Em discurso duro, Miguel critica Prefeitura pela destruição de Centro de Abastecimento de Petrolina

Miguel Coelho (​Foto: Roberto Soares​)

Alguns dias após a destruição do Centro de Abastecimento de Petrolina (CEAPE), o deputado estadual Miguel Coelho (PSB) manifestou repúdio à ação da Prefeitura de Petrolina. Em discurso na tarde desta quarta-feira (03), na Assembleia Legislativa, o socialista classificou a atitude como arbitrária e insensível em virtude da falta de diálogo com os permissionários sem oferecer alternativa de trabalho.

Além de considerar a destruição do CEAPE desnecessária, Miguel lembrou que o Governo do Estado ofereceu um projeto alternativo, que foi ignorado pela Prefeitura. “A mão pesada e autoritária da Prefeitura destruiu a história de centenas de famílias que trabalhavam honestamente. Foram mais de 2 mil empregos jogados fora. Nós conseguimos uma audiência dos permissionários com o governador Paulo Câmara, que foi sensível e ofereceu um projeto alternativo. Porém, a Prefeitura ignorou. Se o CEAPE funcionava mal, será que a melhor alternativa era simplesmente destruir? Não entendi até agora tamanho despreparo e desrespeito com o povo de Petrolina.”

Em aparte ao discurso do socialista, o deputado Zé Maurício (PP) demonstrou surpresa pela ação da Prefeitura e considerou totalmente descabida por conta das dificuldades econômicas do País. “Não entendi realmente uma atitude como essa prejudicando uma cidade como Petrolina que tem sua economia baseada na fruticultura. Foi um descalabro. Num momento tão difícil, ao invés de oferecer uma alternativa, simplesmente destruir o que funcionava. Um gestor consciente de como o país está não pode acabar com um centro de abastecimento que gera emprego e renda”, criticou Zé Maurício.

A destruição do CEAPE ocorreu na manhã do último sábado (30). Munidos de tratores, os agentes da Prefeitura de Petrolina demoliram a estrutura que estava desativada há meses, mas ainda servia para acondicionamento de alimentos dos permissionários. Até agora não foi oferecida uma estrutura alternativa pela gestão municipal para o trabalho dos feirantes e comerciantes do antigo CEAPE.

Assessoria de Imprensa de Miguel Coelho


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