segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Assembleia homenageia Marco Maciel pelos 50 anos de vida pública


Homenagem foi proposta pelo presidente Guilherme Uchoa, com o apoio dos deputados Joaquim Lira, Priscila Krause e Tony Gel (Foto: Henrique Genecy/Alepe)

Ao iniciar sua vida partidária na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em 1966, o pernambucano Marco Antônio de Oliveira Maciel, nascido no Recife, em 21 de julho de 1940, trilhou uma longa caminhada de vida pública, marcada por vários cargos, que somente poucos políticos conseguiram atingir. Além de deputado estadual, foi deputado federal, governador, senador e vice-presidente da República. Nesta segunda (8), o Museu Palácio Joaquim Nabuco sediou uma Reunião Solene em homenagem aos 50 anos de vida pública e política de Marco Maciel. A iniciativa partiu do presidente da Casa, deputado Guilherme Uchoa (PDT), com o apoio dos deputados Joaquim Lira (PSD), Priscila Krause (DEM) e Tony Gel (PMDB).

Ao abrir a cerimônia, Uchoa destacou os relevantes serviços prestados por Maciel ao Brasil e a Pernambuco. “A Assembleia presta uma homenagem ao homem público, ao gestor, cidadão, pai, esposo e avô, que é lembrado por aqueles que divergiam de suas posições político-partidárias, mas reconhecem suas qualidades morais, humanas, cristãs e, principalmente, a igualdade com que tratava os semelhantes.”

O político, que sofre do mal de Alzheimer, não compareceu à solenidade. Ele foi representado pela mulher, Anna Maria Maciel, e o filho João Maurício, que receberam da Assembleia uma placa comemorativa. Durante a Reunião Solene, também foi exibido um vídeo, elaborado pela Superintendência de Comunicação Social da Alepe, sobre a trajetória política de Maciel.

Priscila Krause fez o agradecimento em nome da família. A deputada afirmou ser difícil traduzir a importância de Maciel. Segundo a parlamentar, só quem conviveu com ele consegue entender sua notável singularidade, retidão de caráter e espírito público. “Culto, pensador e de ação transformadora, criou uma escola política, o ‘macielismo’: um modo de fazer política inspirado no consenso e na conciliação. Ele é o ser humano menos imperfeito que conheci em toda a minha vida”, completou, emocionada.

A Reunião Solene foi prestigiada por vários políticos e autoridades do Estado. Entre eles, os ministros da Educação e das Cidades, Mendonça Filho e Bruno Araújo, respectivamente; o secretário estadual das Cidades, André de Paula; os ex-governadores Roberto Magalhães, Gustavo Krause e Joaquim Francisco; e o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Carlos Porto. A cerimônia foi pontuada por apresentações musicais da Orquestra Criança Cidadã, do cantor Ed Carlos e do instrumentista Beto Hortis.

Trajetória – Tendo assumido o mandato em 1966, foi na Assembleia Legislativa de Pernambuco que Marco Maciel proferiu memoráveis discursos, como o de 9 de maio de 1968. Nele, o político citou que “a paz é uma moeda de duas faces, uma das quais é a abstenção do uso da força, e a outra, a criação de condições de justiça. Portanto, não podemos esperar que uma possa existir sem a outra”.

Durante os anos 1970, Maciel elegeu-se deputado federal por Pernambuco em duas ocasiões. Entre 1979 e 1982, como governador do Estado, implantou o polo petroquímico no Complexo Industrial de Suape; executou o Projeto Viver, programa de apoio às populações da zona canavieira; e o Projeto Asa Branca, que visava ao desenvolvimento do Semiárido. Marco Maciel foi eleito senador em 1984 e, no Congresso Nacional, participou do processo de redemocratização do Brasil e da promulgação da Constituição Federal de 1988.

No governo do presidente José Sarney, a partir de 1985, Maciel foi ministro da Educação e, posteriormente, ministro da Casa Civil. Em 1987, voltou para o Senado Federal, para o qual foi reeleito em 1990, e em 1995 assumiu a vice-presidência do Brasil, na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Um dia, ao ser questionado sobre as principais qualidades de seu vice, o ex-presidente FHC ressaltou a discrição e a fidelidade, características que acompanharam Marco Maciel desde o início de sua vida pública, cinco décadas atrás, e pelas quais ele ficou conhecido e admirado no meio político.

Alepe


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