sábado, 30 de julho de 2016

Rendimento esportivo é influenciado por sono saudável

Na semana que começam os Jogos Olímpicos Rio 2016, Saúde com Ciência destaca aspectos físicos, mentais e sociais associados à prática esportiva. Programa é apresentado de segunda a sexta pela Web Rádio Petrolândia, em intervalos da programação, entre as 9h30 e a meia noite.

Quando se pensa em esportes, especialmente os de alto rendimento, é comum que as primeiras associações estejam relacionadas a uma rotina de treinos e intensas atividades físicas. Mas, para um rendimento satisfatório, um atleta, seja ele amador ou profissional, também deve priorizar uma boa noite de sono. É durante o sono que atuam fatores importantes de desenvolvimento e recuperação do corpo.

O sono é dividido em etapas denominadas não REM (rapid eye moviment, movimento rápido dos olhos, em inglês), ainda subdividida em três fases, e REM, fase final do sono onde ocorrem os sonhos. Cada uma delas apresenta características próprias, sendo a terceira fase do sono não REM e o sono REM fundamentais, respectivamente, para a recuperação física e cognitiva do indivíduo.

O professor da Escola de Educação Física da UFMG, Marco Túlio de Mello, que atua junto ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na coordenação do sono dos atletas, diz que a terceira fase não REM é o período em que estamos em um sono mais profundo, o que favorece a recuperação física: “É durante essa fase que a gente libera o GH, que é o hormônio do crescimento, ou seja, ela é responsável por nosso processo anabólico. Logo, nossa recuperação física é feita durante essa fase”.

E é durante a fase REM que o aprendizado adquirido durante o dia é assimilado, possibilitando uma recuperação do sistema cognitivo, como acrescenta o especialista: “É durante essa fase que nós recuperamos toda a parte de cognição. Processo decisório, memória, atenção são restaurados nesse momento”. Estar com os aspectos físicos e psicológicos do organismo renovados pode, por exemplo, decidir competições. Por isso, para Marco Túlio de Mello, “no caso do atleta, dormir bem é tão importante quanto beber água”.

Limites do corpo

Lesões e traumas fazem parte do cotidiano dos praticantes de modalidades esportivas, mas conhecer o próprio corpo e realizar atividades na intensidade adequada ao preparo físico é essencial para evitá-los. Assim como os profissionais, atletas amadores devem procurar assistência de especialistas, a fim de aumentarem o ritmo de suas performances de forma gradativa, obedecendo às capacidades do organismo.

Caso a pessoa pratique uma atividade à qual não esteja apta, o professor do Departamento do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina da UFMG, Marco Antônio de Andrade, alerta para as possíveis consequências. “De alguma forma, o aparelho locomotor vai ser submetido a uma carga enorme por esse despreparo, com possibilidades reais de lesões musculares e lesões articulares”, afirma.

Sobre o programa de rádio

O Saúde com Ciência é produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

O programa também é veiculado em outras 177 emissoras de rádio, distribuídas por todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG


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