quarta-feira, 27 de julho de 2016

Quase metade dos municípios só tem médicos graças ao Mais Médicos, diz Humberto

Médicos cubanos, maioria dos profissionais do programa, deverão ser substituídos a partir de novembro, depois dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e das eleições municipais (Foto: Ascom Humberto Costa)

Relator da Medida Provisória que tramita no Congresso Nacional e garante a prorrogação do Mais Médicos por mais três anos, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), ressaltou a importância do programa, nesta quarta-feira (27), ao lembrar que quase metade dos municípios brasileiros só tem médicos participantes do projeto.

Segundo ele, a ampla aprovação popular do Mais Médicos se deve justamente ao fato de os profissionais chegarem aos locais mais longínquos do país, incluindo comunidades quilombolas e indígenas, e atenderem a população de forma diferenciada.

“Quando o programa começou, havia um receio sobre a adaptação dos médicos à nova realidade de trabalho que encontrariam no país, como dificuldades com idioma, idiossincrasia, cultura, principalmente em áreas como as indígenas”, lembra.

Hoje, porém, destaca Humberto, o medo caiu por terra. Os médicos do exterior, principalmente os cubanos, maioria do programa, ganharam o apoio da população. "A média de médico por habitante foi bastante ampliada no nosso país depois da implantação dessa política pública revolucionária da gestão de Dilma. Eles estão indo a lugares onde simplesmente não existiam profissionais da saúde", diz.

Na última sexta-feira (22), foi realizada uma cerimônia para acolher novos profissionais do Mais Médico, que contou com a participação de alguns deles que estão entre os mais de mil que devem chegar ao Brasil até o fim de agosto para substituir médicos de Cuba que concluem atividades em território brasileiro neste ano.

Os médicos de Cuba que concluem as atividades entre agosto e outubro deste ano deverão ser substituídos a partir de novembro, depois dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e das eleições municipais.

Mas o governo interino de Michel Temer (PMDB) já anunciou que não deve promover a renovação dos demais contratos de médicos estrangeiros, razão pela qual o programa pode acabar após as eleições de outubro.

"O que faz esse governo, neste caso, é mais um desmonte de uma política pública de êxito conquistada pelos brasileiros. Em breve, a população vai estar novamente desassistida, graças a uma medida arbitrária de Temer e sua equipe. É isso o que vai provocar esse golpe, se ele for concluído", afirma o líder do PT.

Atualmente, mais de 18 mil médicos estão espalhados por todo o território nacional, garantindo atenção básica à saúde a mais de 60 milhões de pessoas, quase um terço da população brasileira, que antes era subassistida ou absolutamente desassistida nessa área.

Assessoria de Imprensa Senador Humberto Costa


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