sexta-feira, 29 de julho de 2016

Petrolândia: Ceforprol inicia cursos de Braille e Libras em agosto. Inscreva-se!

Cursos têm duração de seis meses, com 120 horas de carga horária

A inclusão e integração de pessoas com deficiência auditiva ou auditiva tem sido tema de debates e de leis de políticas públicas, inclusive com a previsão de serviços públicos contarem com servidores capacitados para atendimento na Língua Brasileira de Sinais (Libras). 

Em Petrolândia, o Centro de Formação Profissional Luiza (Ceforprol), situado na Av. Auspício Valgueiro Barros, 240, na Quadra 04, vizinho à casa de construção Pai e Filhos, oferece aos profissionais de educação e ao público em geral a oportunidade de iniciar ou aperfeiçoar os conhecimentos na escrita Braille e linguagem Libras. 

O Ceforprol já recebe inscrições para ambos os cursos, com vagas limitadas e início das aulas previsto para agosto.


Curso de Libras
Inscrição: R$ 25,00
Mensalidade: R$ 100,00
Carga horária: 120 horas
Duração: 6 (seis) meses 
Dividido em 3 módulos: Básico, Intermediário e Avançado.
O curso é ministrado por meio de 01 (um) encontro mensal em fim de semana (sábado e domingo), no horário das 08 às 17h, com intervalo de 01 hora para almoço. 

Curso de Braille
Inscrição: R$ 50,00 (com material incluso: reglete e punção)
Mensalidade: R$ 100,00 
Carga horária: 120 horas
Duração: 6 meses
Aulas às quartas-feiras, no horário das 18h30 às 20h30.

Contatos e inscrições:
(87) 9 9992-6422 - Lúcia Barros
(88) 9 9667-1919 - Iza Lira
Centro de Formação Profissional Luiza (Ceforprol)
Av. Auspício Valgueiro Barros, 240 - Quadra 04 - Petrolândia (PE)
E-mail: ceforprol@gmail.com  

Saiba mais sobre Braille e Libras
Braille, aos 15 anos, criou um alfabeto em relevo, de leitura tátil, usado até hoje por cegos do mundo todo.

BRAILLE - O alfabeto Braille surgiu da necessidade sentida por Louis Braille de ter acesso à cultura escrita. Surge em 1824, na França, quando Braille tem acesso à “Escrita Noturna” do Capitão Charles Barbier de la Serre. Barbier cria uma escrita em relevo, quando Capitão da Artilharia do Exército de Louis XIII, para que os militares pudessem receber ordens de batalha e lê-las mesmo no escuro.

Braille teve acesso a essa escrita no Instituto Real para Cegos, para onde foi quando tinha 10 anos. Na verdade, ele nasceu com a visão normal, porém com 3 anos de idade, ao brincar com as ferramentas da oficina de seu pai, Louis Braille perfurou seu olho esquerdo e, por uma infecção não tratada, perdeu a visão do olho direito aos cinco anos.

O contato com a escrita de Barbier deu base para que Braille, aos 15 anos, criasse um alfabeto em relevo, de leitura tátil, usado até hoje, pelos cegos do mundo todo. Tal invenção recebeu seu nome: Alfabeto Braille.

As possíveis 63 combinações que formam esse alfabeto, além das letras, originaram a pontuação, a acentuação, os sinais matemáticos e a notação musical.

Em 1843, o Instituto Real para Cegos aceitou e adotou o Sistema Braille. Depois de 11 anos, o Sistema Braille chegou ao Brasil pelas mãos de Álvares de Azevedo, com a criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro.

O Sistema Braille, constituído por 63 sinais, organiza-se em uma estrutura de duas colunas com três linhas, resultando seis pontos, que recebem a numeração 1-2-3-4-5-6. (Fonte: AIADV)


Assim como os idiomas, as línguas de sinais não são universais, cada país possui sua própria língua. 

LIBRAS - A LIBRAS é reconhecida como uma língua de modalidade gestual-visual, que pode ser apreendida naturalmente pelas pessoas surdas, ou seja, pessoas que “ouvem” pelo canal visual. É de uso corrente apenas no Brasil pois, como as línguas de sinais não são universais, cada país possui sua própria língua.

A Língua Brasileira de Sinais surgiu a partir do Instituto dos Surdos-Mudos, fundado em 1857 como primeira escola para surdos no Brasil – atualmente denominado Instituto Nacional da Educação de Surdos (INES). Ela é o resultado da mistura da Língua de Sinais Francesa com a língua de sinais brasileira antiga, já usada pelos surdos das várias regiões do Brasil.

No Brasil, a Lei 4875/98, que oficializa a LIBRAS em todo o território nacional, ainda se encontra no Congresso Nacional aguardando aprovação. Enquanto isso, alguns estados e municípios brasileiros aprovaram leis para a oficialização da LIBRAS em suas cidades.

Atualmente, existem vários dicionários de LIBRAS, entre eles um que contém cerca de 3.000 sinais, usados nas diversas regiões do país, elaborado pelo Laboratório de Neuropsicologia e Linguística da Universidade de São Paulo. (Fonte: Educa Brasil)

Por Lúcia Barros/Centro de Formação Profissional Luiza (Ceforprol)


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